As Salas de Recursos Multifuncionais das escolas municipais são os espaços onde é oferecido o Atendimento Educacional Especializado para os alunos com necessidades educacionais especiais. Geralmente, a sala é organizada com mobiliários, materiais didáticos e pedagógicos, recursos de acessibilidade e equipamentos específicos para o atendimento dos alunos em horário oposto à escolarização. Uma dessas salas existe na escola Monsenhor Ângelo Sampaio, da Rede Municipal de Ensino de Petrolina, localizada no povoado do Bom jardim, em Uruás. Um dos alunos dessa unidade de ensino é Eduardo Amorim, de 9 anos, paralisado cerebral, cadeirante, matriculado no 2º ano do Ensino Fundamental, turma sob a regência da professora Gil. Eduardo tem grande dificuldade de se comunicar. Esse é o seu primeiro ano na escola, mas gradativamente, vai acontecendo a interação dele com os seus colegas. Além de frequentar a sala regular, Eduardo recebe o Atendimento Educacional Especializado (AEE), uma vez por semana, realizado pela professora de AEE Emília Fonseca. Segundo as palavras da sua mãe. Dona Vera, ele vem progredindo bem. Ao efetuar a matrícula de Eduardo, seu pai ficou tão feliz que saiu saltitando literalmente por saber que seu filho pela primeira vez ia frequentar uma escola como já fazia as demais crianças daquela comunidade.
domingo, 6 de julho de 2014
Salas de Recursos Multifuncionais
As Salas de Recursos Multifuncionais das escolas municipais são os espaços onde é oferecido o Atendimento Educacional Especializado para os alunos com necessidades educacionais especiais. Geralmente, a sala é organizada com mobiliários, materiais didáticos e pedagógicos, recursos de acessibilidade e equipamentos específicos para o atendimento dos alunos em horário oposto à escolarização. Uma dessas salas existe na escola Monsenhor Ângelo Sampaio, da Rede Municipal de Ensino de Petrolina, localizada no povoado do Bom jardim, em Uruás. Um dos alunos dessa unidade de ensino é Eduardo Amorim, de 9 anos, paralisado cerebral, cadeirante, matriculado no 2º ano do Ensino Fundamental, turma sob a regência da professora Gil. Eduardo tem grande dificuldade de se comunicar. Esse é o seu primeiro ano na escola, mas gradativamente, vai acontecendo a interação dele com os seus colegas. Além de frequentar a sala regular, Eduardo recebe o Atendimento Educacional Especializado (AEE), uma vez por semana, realizado pela professora de AEE Emília Fonseca. Segundo as palavras da sua mãe. Dona Vera, ele vem progredindo bem. Ao efetuar a matrícula de Eduardo, seu pai ficou tão feliz que saiu saltitando literalmente por saber que seu filho pela primeira vez ia frequentar uma escola como já fazia as demais crianças daquela comunidade.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Premiação dos projetos da SEDUC
Cinco
projetos da rede municipal de Educação receberam o reconhecimento numa
solenidade especial que premiou com certificados, tablets, smartfones e
pendrives, os alunos e professores e lembrou que o trabalho dos gestores,
coordenadores dão sua contribuição ao desenvolvimento da educação municipal. O
Expressarte; Intercâmbio Interdisciplinar: Dialogando com a Prática; Olimpíada
Municipal de Matemática; o Projeto Experiências Educacionais Inclusivas – A
Escola Aprendendo com as diferenças e o Projeto Jovem do Futuro.
Na abertura, os participantes entoaram o hino nacional e, em seguida, o secretário de Educação, Heitor Bezerra Leite, enfatizou o trabalho realizado pela equipe pedagógica durante o ano, destacando que se sentia satisfeito com a dedicação dos educadores da Rede Municipal que, segundo ele, culminavam com os projetos finais do ano de 2013. “Sinto satisfação, orgulho e felicidade. Esses educadores oferecem a sua juventude e o melhor dos seus dias por esta causa”, avaliou. Ele ressaltou, ainda, a presença das famílias no apoio e estímulo à produção dos alunos.
A coordenadora do Expressarte, Maria Laurismar Pinheiro Feitosa, ressaltou sobre a variedade e a criatividade dos alunos na produção da escrita e leitura expressiva, do apoio recebido da equipe da SEDUC. Já o professor Gleidivan Dantas Nogueira, coordenador da Olimpíada de Matemática, falou das dificuldades dos alunos brasileiros com a matemática, explicando que a Olimpíada Municipal de Matemática vem ajudando a quebrar esse paradigma na Rede Municipal de Ensino. Lembrou como exemplo, os 18 alunos, dos três professores e, em especial, a aluna Márcia Érika Oliveira Barros que recebeu medalha de bronze na Olimpíada Nacional da Matemática – OBNM.
A quarta apresentação foi da Coordenadora do projeto Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas, Fabíola Maria Freire Araújo. Falou sobre a necessidade de se aplicar ações integradas na escola que facilitam a inclusão social. Ela se referia as experiências de inclusão, realizadas nas escolas Luíza de Castro e Nossa Senhora Rainha dos Anjos que, segundo ela, foram exitosas neste ano de 2013.
Maria Aparecida Freire apresentou os projetos: Brincando com a sustentabilidade, Inovando e Aprendendo com as novas tecnologias, Aprender para Incluir na Escola Moisés Barreto e os Projetos Experiências Exitosas. Para a coordenadora, é necessário valorizar, destacar e premiar o trabalho dos professores, que no exercício de suas práticas pedagógicas desenvolvem atividades para melhorar os níveis de aprendizado na rede.
O coordenador do Projeto Vídeo, 10 Minutos de Ciências, Vitor Paulo de Oliveira, sintetizou a natureza do projeto, que já havia premiado a produção em vídeo, contudo, a coordenação fez a entrega da premiação à escola Irmã Luiza, cujo destaque foi reconhecido pela variedade e qualidade de trabalhos apresentados.
O último projeto a premiar foi o Jovem do Futuro, apresentado pelo Coordenador Pedro Norberto. Ele agradeceu ao secretário de educação pela confiança e resumiu a essência do programa: “o programa é uma oportunidade para a passagem do jovem do ensino médio para o enfrentamento da vida futura. Hoje ficamos felizes com alunos que já haviam sido premiados em outras modalidades e agora são premiados como destaques do programa”, completou.
Na abertura, os participantes entoaram o hino nacional e, em seguida, o secretário de Educação, Heitor Bezerra Leite, enfatizou o trabalho realizado pela equipe pedagógica durante o ano, destacando que se sentia satisfeito com a dedicação dos educadores da Rede Municipal que, segundo ele, culminavam com os projetos finais do ano de 2013. “Sinto satisfação, orgulho e felicidade. Esses educadores oferecem a sua juventude e o melhor dos seus dias por esta causa”, avaliou. Ele ressaltou, ainda, a presença das famílias no apoio e estímulo à produção dos alunos.
A coordenadora do Expressarte, Maria Laurismar Pinheiro Feitosa, ressaltou sobre a variedade e a criatividade dos alunos na produção da escrita e leitura expressiva, do apoio recebido da equipe da SEDUC. Já o professor Gleidivan Dantas Nogueira, coordenador da Olimpíada de Matemática, falou das dificuldades dos alunos brasileiros com a matemática, explicando que a Olimpíada Municipal de Matemática vem ajudando a quebrar esse paradigma na Rede Municipal de Ensino. Lembrou como exemplo, os 18 alunos, dos três professores e, em especial, a aluna Márcia Érika Oliveira Barros que recebeu medalha de bronze na Olimpíada Nacional da Matemática – OBNM.
A quarta apresentação foi da Coordenadora do projeto Prêmio Experiências Educacionais Inclusivas, Fabíola Maria Freire Araújo. Falou sobre a necessidade de se aplicar ações integradas na escola que facilitam a inclusão social. Ela se referia as experiências de inclusão, realizadas nas escolas Luíza de Castro e Nossa Senhora Rainha dos Anjos que, segundo ela, foram exitosas neste ano de 2013.
Maria Aparecida Freire apresentou os projetos: Brincando com a sustentabilidade, Inovando e Aprendendo com as novas tecnologias, Aprender para Incluir na Escola Moisés Barreto e os Projetos Experiências Exitosas. Para a coordenadora, é necessário valorizar, destacar e premiar o trabalho dos professores, que no exercício de suas práticas pedagógicas desenvolvem atividades para melhorar os níveis de aprendizado na rede.
O coordenador do Projeto Vídeo, 10 Minutos de Ciências, Vitor Paulo de Oliveira, sintetizou a natureza do projeto, que já havia premiado a produção em vídeo, contudo, a coordenação fez a entrega da premiação à escola Irmã Luiza, cujo destaque foi reconhecido pela variedade e qualidade de trabalhos apresentados.
O último projeto a premiar foi o Jovem do Futuro, apresentado pelo Coordenador Pedro Norberto. Ele agradeceu ao secretário de educação pela confiança e resumiu a essência do programa: “o programa é uma oportunidade para a passagem do jovem do ensino médio para o enfrentamento da vida futura. Hoje ficamos felizes com alunos que já haviam sido premiados em outras modalidades e agora são premiados como destaques do programa”, completou.
Texto e fotos: secretaria de Educação
Assessoria de Comunicação - PMP
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Formação continuada
Estimulação Precoce foi o
tema da formação no último dia primeiro de novembro oferecida pelo Setor de
Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de Educação de Petrolina. As
professoras Rita de Cássia e Ednalva Silva foram as mediadoras. A
capacitação foi aberta pelo professor de educação física Gilberto Alves que conduziu
o grupo nos exercícios de relaxamento físico.
Compartilhando uma frase: "Eu fiz poucos cursos, tive pouca oportunidade de formação, mas afirmo: estou preparada para receber alunos com deficiência. Nenhuma mãe está pronta para ter filhos cegos, surdos, mas eles chegam. E se as mães aprendem a cuidar, eu também posso aprender a educar" - Iramaia, índia Pataxó, professora numa classe inclusiva indígena, arrancando de mim lágrimas e aplausos.
Compartilhando uma frase: "Eu fiz poucos cursos, tive pouca oportunidade de formação, mas afirmo: estou preparada para receber alunos com deficiência. Nenhuma mãe está pronta para ter filhos cegos, surdos, mas eles chegam. E se as mães aprendem a cuidar, eu também posso aprender a educar" - Iramaia, índia Pataxó, professora numa classe inclusiva indígena, arrancando de mim lágrimas e aplausos.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Projeto “Vivendo e Aprendendo com as Diferenças”
Projeto “Vivendo e
Aprendendo com as Diferenças”
No dia 19, apesar de ser um
dia de sábado, a comunidade prestigiou a culminância do Projeto “Vivendo e Aprendendo com as Diferenças”, desenvolvido no Centro
Municipal de Educação Infantil Antônio Cassimiro - CMEI Antônio Cassimiro, localizado
no bairro com o mesmo nome. A iniciativa serviu para introduzir a questão da
inclusão escolar, tema muito discutido, atualmente, no mundo inteiro. As
professoras e toda a comunidade daquele CMEI estão de parabéns. Uma belíssima
apresentação musical envolvendo alunos com e sem deficiência, foi uma das
atrações da manhã de ontem, no evento de conclusão da execução do Projeto.
Preocupados
com as barreiras existentes no processo de inclusão das pessoas com
necessidades educacionais especiais, os profissionais do Centro Municipal
Antônio Cassimiro desenvolveram o Projeto
“Vivendo e Aprendendo com as Diferenças”, visando atender as exigências legais da política
de inclusão, mas sobretudo, para viver de forma intensa e plena o processo de
inclusão, inclusive os seus dissabores, experimentando também as suas
limitações frente a este processo, e buscando possibilidades de mudanças da prática.
Os educadores do Centro entendem que o termo inclusão é muito mais amplo que o
simples acesso à escola. Acreditam que está incluído significa sentir-se acolhido, comunicar-se,
compreender e ser compreendido, respeitar e ser respeitado, participar
ativamente, produzir, ser competitivo enfim, mostrar-se presente em todos os
espaços de interação humana.
domingo, 28 de julho de 2013
Primeiro encontro do segundo semestre dos professores de AEE (26.07.13)
No dia 26 de julho, mais de quarenta professores do Atendimento
Educacional Especializado (AEE) da Rede Municipal de Petrolina estiveram
reunidos no Núcleo
de Apoio Psicopedagógico aos Portadores de Necessidades Especiais (NAPPNE), com a professora Fabíola
Freire, coordenadora do setor de educação inclusiva. Foi o primeiro encontro do
segundo semestre, momento de repasse das orientações gerais, das trocas de
experiências e do acesso às novidades nas ações do atendimento do setor.
A professora Fabíola apresentou
as novas professoras do AEE, falou dos remanejamentos dos educadores que
estavam na Secretaria Municipal de Educação, incentivou os colegas para
atenderem na Zona Rural, garantiu que os professores do AEE iriam trabalhar
seis horas diárias, lembrou que os professores são formadores e que devem
promover momentos de sensibilização nas unidades das escolas, anunciou que cada
colega localizado no NAPPNE será responsável por um grupo de professores do AEE.
Fabíola ainda disse que estava atenta às cobranças das organizações das pessoas
surdas de Petrolina, esclarecendo que dos trinta e nove surdos matriculados na
Rede, treze eram da sede e vinte e seis da zona rural, acrescendo que naquele
momento havia um intérprete e dois instrutores dando apoio à esses alunos. A educadora
avisou que vai haver uma nova seleção de profissionais da área, visto que os
anteriores não tinham sidos aprovados no concurso realizado no início do ano.
A professora Elisabete Campinho
divulgou o blog http://inclutec21.blogspot.com.br/.
A professora Luzinete Helena encarregou-se da
segunda parte do encontro, ensinando aos presentes como elaborar um plano
individual de atendimento, usando o Caderno de Planos.
O NAPPNE fica na rua Castro Alves, 388, Centro. Os
contatos podem ser feitos através do telefone (87) 3862-1399.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Professores concluem curso de comunicação acessível
Descrição: imagem do rosto de Lourença Zurildes
Descrição: imagem do rosto de Hélio de Araújo
Descrição: imagem de Elisabete Campinho ministrando aula
Os professores Hélio de Araújo, Elisabete
Campinho e Lourença Zurildes, do setor de Educação Inclusiva da Secretaria Municipal de
Petrolina, concluíram no dia 21 de fevereiro, o curso
de "Formação de Professores em Tecnologias de Informação e Comunicação
Acessíveis", que teve a duração de 180 horas, estruturado em seis módulos.
O curso objetivou: Aperfeiçoar e formar em serviço, na modalidade a distância, via
Internet, professores de escolas públicas inclusivas, com efetiva docência na
Educação Básica, na apropriação e aplicação pedagógica das Tecnologias da
Informação e da Comunicação no âmbito da Educação Especial; Desenvolver
competências para orientar, produzir, apoiar a utilização dos recursos
tecnológicos na construção ações pedagógicas em sintonia com a equipe de
Atendimento Educacional Especializado (AEE), nas unidades educativas e nos
municípios participantes; Utilizar, no contexto educativo, tecnologias de
informação, recursos (hardware e software) de acessibilidade e objetos de
aprendizagem, com criticidade e autonomia, para projetar a escola como
tempo-espaço integrador de instrumentos de inserção sociodigital; Experienciar,
projetar e desenvolver ações pedagógicas significativas mediadas pelas
tecnologias digitais de informação e de comunicação e de recursos (hardware e
software) de acessibilidade alicerçadas na premissa da inclusão social e
digital de sujeitos com necessidades educativas especiais no cenário
sócio-cultural contemporâneo; Forjar uma ação integrada - docente e equipe de
Atendimento Educacional Especializado (AEE) - visando a construção de
estratégias educativas para responder as diferentes demandas geradas pela
inserção da diferença nas instituições educativas que compõem o Ensino Regular.
De acordo com o
MEC, a
inclusão, como fenômeno social, tem suas raízes na cultura, extrapolando em
muito, os aspectos meramente escolares. A presença da heterogeneidade nos
diferentes espaços socioculturais tem, numa relação de imanência, projetado
políticas públicas de atenção à diversidade humana sob o tripé educação, saúde
e assistência social. A partir dessa perspectiva, uma forma muito
particularizada de abordar a deficiência orgânica ou a fragilidade psicológica
foi instituída – o aluno especial para a educação especial, o paciente para a
saúde, o beneficiário para a assistência social – produzindo ações isoladas e
projetos desarticulados que dificultaram o reconhecimento das múltiplas dimensões
da vida humana.
Hoje, a visão da deficiência engloba um
conjunto de aspectos que ultrapassam antigos conceitos. Essa mudanças na forma
de nomear as especificidades humanas, leva consigo a concepção da variabilidade
do homem e forja importantes deslocamentos. Do caráter permanente para
transitório, da visão de adaptar a pessoa com deficiência para viver na
sociedade para a inclusão, por meio da adaptação da sociedade, pela superação
das barreiras que impõe desvantagens na efetiva participação de sujeitos com
deficiência nos diferentes contextos socioculturais.
O respeito e a valorização da diversidade
humana efetiva-se por meio do deslocamento do verbo integrar, a simples união
de diferentes grupos, sem um projeto que institua um nova percepção para a diferença,
para o verbo incluir, um movimento que efetiva-se por meio de políticas
públicas que projetam e constroem a ação para o pertencer. Para que a
integração se configure em uma prática de inclusão, é preciso que bases
teóricas de respeito à heterogeneidade, é necessário que suportes
técnico-metodológicos para a mediação com a diferença sejam discutidos e
apropriados pela sociedade em sua totalidade e, em especial, por educadores e
gestores de sistemas escolares contemporâneos.
Embora, nos últimos anos, o crescimento na
área na inclusão sociodigital e escolar sejam inegáveis, ainda vivencia-se uma
realidade brasileira desfavorável para sujeitos com deficiência, fato
comprovado pela grande maioria dos sujeitos colocados na exterioridade de
processos educativos na rede escolar, por fragilidade na área sensorial ou
cognitiva. Soma-se a esse fato, a dura realidade das condições de trabalho
docente e a frágil formação dos professores, aspectos que têm impulsionado
posições reducionistas centradas nas limitações e nas dificuldades do sistema
de ensino regular em atender a diferença e a deficiência. Frente a isso, uma
mudança valorativa e atitudinal por parte de órgãos governamentais, educadores,
pesquisadores, e agentes sociais, levaram a conquista de um espaço para a
construção de respostas ao desafio de garantir o direito de todas as crianças
com deficiência a inclusão no ensino regular.
É reconhecido que o processo de inclusão
provoca mudanças na perspectiva socioeducacional, não somente para sujeitos com
deficiência mas, também, para todos os participantes que propiciam a
participação da diversidade humana no sistema escolar regular. A Educação
Inclusiva traz benefícios para a sociedade e para todos os envolvidos no
processo educativo - pais, alunos, professores -, pois, propicia a criação de
uma sala de aula e de uma escola na qual indivíduos aprendem a respeitar, a
compreender e a admirar as qualidades de todas as pessoas, independentes de
suas diferenças físicas e cognitivas, aspectos que possibilitam que a sociedade
com justiça e equidade social se efetive.
O Brasil vem desenvolvendo um processo de
inclusão desde 1992, quando uma nova política de fortalecimento da Educação
Especial foi estabelecida por meio da recriação da Secretaria de Educação
Especial (SEESP), na estrutura do MEC (Ministério da Educação) - Lei 8.490/92.
A garantia da educabilidade para todos passou a exigir dos professores do
ensino regular conhecimentos específicos sobre os alunos com deficiências, não
mais sob a luz do seu possível déficit, mas, fundamentalmente, na valorização
de suas potencialidades e possibilidades. Por meio das Políticas Públicas em
apoio à Educação Inclusiva e dos projetos de Formação Continuada de
Professores, o MEC assumiu como premissa a indissociabilidade da teoria-prática
e a concepção de um processo educativo que necessita ser transformado e
reinventado.
Das inúmeras possibilidades de recursos e de
formas de apoio que se apresentam no cenário educativo contemporâneo, as
tecnologias digitais têm revelado, em âmbito nacional e internacional, o grande
potencial do campo de saber da Informática na Educação Especial na
concretização de planos de ação para o Atendimento Educacional Especializado –
AEE. Entrelaçando tecnologias digitais de informação e comunicação com um
qualificado plano de atendimento especializado, um ajuste às especificidades e
à variedade de histórias de vida de sujeitos em processo educativo tem sido
desencadeado, permitindo que heterogeneidade e a diferença seja lida com
vantagem e não como prejuízo.
O saber e a materialidade das tecnologias
digitais de informação e comunicação têm possibilitado a construção de
interfaces para promover e impulsionar o desenvolvimento sociocognitivo desses
sujeitos. No entanto, recursos computacionais, por si só, não desempenham as
funções esperadas se não forem mediadas por professores capacitados.
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